FILHA AMADA

Não fui criada por meu pai. Separamo-nos quando eu tinha apenas sete anos de idade. Cresci sem a referência do cuidado paterno em todos os âmbitos da minha vida, porém a ausência de seus carinhos e conselhos deixou um vazio em minha alma.

Assim, cheguei à adolescência, à juventude e à maturidade, e eu era cheia de traumas e complexos existenciais: Os cuidados paternos e seu amor me faziam muita falta, porém as lembranças de nossa convivência na primeira infância me confortavam.

Entretanto, numa época de transformação em minha vida, comecei a sonhar com um Pai que me protegia, e me dizia que era forte e cuidava de mim. O lugar de Sua habitação me pareciam terras imensas (e eram realmente), e eu as sobrevoava: Sentia-me leve e protegida.

Desta maneira, conheci a Jesus, de quem sou coerdeira. O Pai dEle é o meu Pai: “Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome”, é assim que começa a oração que Jesus nos ensina em Mateus 6.

Nessa oração, Ele traz algo maravilhoso sobre a palavra pai: Ele se refere ao Seu Pai, como “nosso pai” – e, para quem observa o texto gramaticalmente também, percebe que o termo “nosso” já inclui o “eu” e o “nós”, assim compreendemos o porquê do PAI NOSSO; entendemos que o nosso Pai é um só – O pai do EU e o Pai do NÓS.

Toda filha tem necessidade de ser amada e reconhecida por seu pai, e se isso não acontece, ela fica vulnerável aos sentimentos de rejeição e insegurança; sentindo inclusive vergonha pelo fato de não ser aceita por seu pai ou por não conhecê-lo como é o caso de muitas pessoas.

 A missionária e escritora brasileira, Marizete Aragão, que também é palestrante internacional, escreveu sobre o assunto em seu livro: Filha amada – herdeira legítima. Neste livro, ela mostra como podemos ter nossa paternidade valorizada em Deus, como é ser filha e não bastarda, como a filha legítima tem direito à herança eterna, e como o fato de entender “quem somos em Deus nos ajuda a viver a plenitude de provisão e paz em Seus braços de amor”.

Chegou a hora de reconhecer quem verdadeiramente tem cuidado de nós, tem nos alimentado, suprido as nossas necessidades físicas, emocionais e espirituais: é o Pai Todo-Poderoso, que habita nas mansões celestiais.

O pão nosso de cada dia Ele nos dá hoje, e Ele também perdoa as nossas dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores, e não nos deixa cair em tentação, mas livra-nos do mal; porque dEle, do nosso Pai Celestial, é o reino, e o poder, e a glória, para todo o sempre. Amém.


                                                                                                          
                                                                                       Edna Solange do Nascimento



 

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